Pages

Subscribe:

Labels

quarta-feira, 9 de março de 2011

Fantástica Nova Chegando - Corrente da Literatura Nacional

Olá queridas leitoras e queridos leitores tudo bem com vocês?

Bom essa semana resolvi anunciar a nova edição da revista fantástica!! Sim ela estava sumida um pouco por causa das férias de Janeiro e da reestruturação no corpo organizacional, mas agora estamos com carga total e aviso que nesse mês teremos nossa nova edição e ela virá recheada de matérias e conteúdos interativos!



Para dar uma palhinha do que vem por aí resolvi colocar um dos meus textos que vai para o ar dizendo sobre o projeto da corrente da literatura nacional, que nada mais é que uma ferramenta para divulgar os livros nacionais e quebrar mais uma vez o eterno preconceito que temos com os nossos próprios trabalhos.

E ai pronto para ajudarem nessa divulgação? Vamos fazer parte dessa corrente??


Corrente da Literatura Nacional

“Literatura nacional não vende”.
Quantas vezes já não ouvi essa frase e quantas pessoas já a citaram em palestras, conversas ou mesmo em posts de blogs. É algo que se for levado a sério pode fazer com que autores desistam de seus livros, editoras desistam de seus projetos e até mesmo leitores deixem de apoiar tais trabalhos. Nós brasileiros temos por essência valorizar o que é estrangeiro e criticar o que é nosso, exceto o futebol. Seja no cinema, no teatro ou mesmo no mercado de trabalho tudo que vem de fora é mais valioso e tal mentalidade acaba gerando frases como a dita acima.
O curioso dessa suposta afirmação é que mesmo após vários exemplos de autores nacionais bem sucedidos e com vendas tão significativas quanto a de autores internacionais ainda vemos pessoas torcendo o nariz para trabalhos nacionais e ainda se negam a aceitar o que já se tornou uma realidade: A literatura nacional tem se tornado lucrativa. O problema é que os autores que quebraram essa barreira ainda são muito poucos e são vistos como exceções, os Gugas dos livros.
Que a literatura nacional sofre vários preconceitos isso não é novidade para ninguém: espaço nas livrarias, divulgação das editoras, preços e até mesmo aceitação dos leitores fora da blogosfera e mundo literário são alguns dos exemplos que podemos citar com facilidade. Publicar um livro nunca foi tão fácil, o grande problema está em como torná-lo conhecido.
Esse é o grande x da questão e o grande fator que pode transformar um autor novato em um mito. O problema é em como fazê-lo e todos os dias diversos autores se descabelam na procura da pedra filosofal. Muitos leitores apóiam a literatura tupiniquim e muita gente reclama da pouca divulgação que ela ainda tem, mas se pararmos de olhar o mundo ao nosso redor e fizermos uma autoreflexão descobriremos algo assustador: Nós fazemos muito pouco pela literatura nacional.
Afirmo isso como experiência própria. Um dia uma leitora do meu livro estava conversando comigo e disse que tinha adorado a minha história e me informou que no momento não tinha nada em mente para ler e me perguntou o que eu recomendava a ela. Minha resposta foi rápida e direta: Jogos Vorazes.
Sim, o livro da Suzanne Collins é realmente fascinante e merece todos os louros pela criatividade, facilidade de leitura e envolvimento que a história te trás (Olha eu divulgando de novo), mas passados cinco minutos eu parei e pensei: Por que não divulguei um livro nacional? Foi quando percebi que eu mesmo ainda tenho um resquício de preconceito dentro de mim, já que quando penso em algo para indicar, naturalmente vejo a literatura internacional como resposta natural. Não estou aqui propondo para que simplesmente deixemos de lado os livros internacionais e nem mesmo pedindo um boicote. O que eu proponho é que passemos a priorizar os nossos autores, que pensem neles em primeiro e que quando lerem um livro nacional comente com os amigos, parentes e conhecidos. Faça com que nossa literatura chegue aqueles que não têm acesso a ela.
Por isso eis que proponho a corrente da literatura nacional. A proposta é parecida com o filme a corrente do bem, onde um garoto implanta uma corrente onde cada pessoa deve realizar 1 boa ação a três pessoas diferentes e cada uma ajuda outras três e assim a corrente se espalha. No caso da nossa corrente literária a proposta é simples: Indique um livro nacional para um amigo seu. Pode até mesmo emprestar um que você tenha gostado. A intenção é divulgar o trabalho dos nossos autores. O combinado é apenas que a pessoa agraciada indique outro livro nacional para outro amigo e assim a corrente se espalhará. Temos tantos livros maravilhosos escritos por nossos autores e sei que escolher uma obra de qualidade não será um desafio tão estarrecedor.
Alguém perguntou: Tem algum livro para indicar? Indique um livro nacional! Obviamente tem de ser um livro que tenha lhe agradado, afinal não devemos enganar ninguém apenas para promover algo, mas se leu um livro nacional agradável faça de tudo para que ele seja conhecido. Os autores nacionais precisam de divulgação e não há nada melhor do que contar com aqueles que fazem seus sonhos se realizarem e fazem dos seus sonhos mais reais a cada dia: seus queridos leitores.










Ah e para começar aqui vão as minhas indicações:


Ethernyt: A Guerra dos Anjos




Bento






Agora é a sua vez!!

Boa Indicação!


E na próxima semana o perfil do Obelisco!!!!!!!!




Abraços!


Leandro Schulai


4 comentários:

  1. [Aplaudindo de pé]
    Acho que todos já pensaram nisso de uma forma ou de outra, mas nunca tínhamos tomado a atitude de criar um movimento.
    Parabéns, Schulai! E ficam aqui meus dois centavos:
    - Leiam D.E.I.S. (autor: Jones V. Gonçalves)

    ResponderExcluir
  2. Adorei!
    Apoio com todo carinho a Corrente Nacional - já venho fazendo isso há um tempo, na verdade, de todas as formas que consigo.

    Engraçado é que, até dois anos atrás, eu mesma era o tipo de leitora que procurava grandes sucessos internacionais e passava pelas prateleiras nacionais sem prestar atenção. Hoje, sou aquela que reclama com alguns gerentes pelos títulos estarem com tão pouca visibilidade, em questão de gôndola.

    Estamos apenas começando. O caminho é árduo, longo, mas promete, e sei que a literatura nacional vive o seu melhor momento.

    Detalhe: preciso ler todos os livros de Vianco ^^

    Indico vários, mas hoje quero deixar em evidência:
    A BATALHA DO APOCALIPSE (E. Spohr)
    TODAS AS ESTRELAS DO CÉU (E. Rafael)
    CHANTILLY (M. Soares)

    Adorei o post, Leandro!

    *.* Ah, louca pra ver o perfil de Obelisco!
    Beijo, amigo =*

    ResponderExcluir
  3. Acabei de ler A BATALHA DO APOCALIPSE (Eduardo Spohr). Muito bom!

    Agora estou lendo O PODER DO FOGO (Khêder Henrique). Estou amando!!!
    Bjs.

    ResponderExcluir
  4. Como ves isso no nossos pais, diz que Estamos apenas começando. O caminho é árduo, longo, mas promete, e sei que a literatura nacional vive o seu melhor momento. mais por isso pretendemos alcançar até o ponto mais alto da vida

    ResponderExcluir