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terça-feira, 22 de junho de 2010

Questionamento: O Limite entre Influência e Cópia

Boa Noite leitoras e leitores!

Bom em primeiro lugar eu gostaria de agradecer as pessoas que leram o conteúdo que disponiblizei do livro até aqui.

Posso informar a vocês que falta pouco para o tão esperado lançamento e que em breve estarei contando muitas notícias para vocês e divulgada a capa do livro!

Essa semana eu gostaria de debater um assunto com vocês leitores. Esse texto que disponibilizarei irá para a segunda edição da revista FANTÁSTICA e fará parte do nosso assunto da vez: O Limite entre Influência e Cópia.

Durante toda a história da literatura brasileira, a influência estrangeira sempre esteve presente, várias escolas literárias como Romantismo e Realismo foram fortemente influenciados por autores europeus. Na Literatura Fantástica não é diferente, grandes sucessos mundiais inspiraram autores em todo o mundo a escrever.

Contudo, a quantidades de histórias semelhantes a estes sucessos aumentou na mesma proporção, fazendo muitos acusarem algumas histórias fantásticas contemporâneas como repetitivas e vazias.

Por outro lado, ser plenamente inovador também é impossível, as influências estão presentes. Qual seria o tênue limite entre influência e cópia? Como chegar a tão desejada originalidade?

Vamos à minha opinião.



Com o avanço e a diversificação da cultura mundo afora estamos conseguindo acesso a diversas obras de diversos tipos. Dia após dia somos presenteados com livros, filmes, séries e propagandas de todos os gêneros e isso aumenta a nossa bagagem cultural e poder de criação.

Com tanta bagagem e tanto conhecimento é natural que em cada obra publicada hoje seja ela um filme, um livro ou até mesmo uma foto, haja a influência de algum outro trabalho lançado anteriormente. O ser humano tem a essência de seguir alguma coisa e se influenciar por algo que tenha lhe chamado a atenção e a cada dia nós podemos ver isso de maneira mais presente.

O problema é que muitas vezes tais influências acabam se tornando tão nítidas que o autor perde a sua originalidade e passa ser visto como uma tentativa frustrada de imitar outro sucesso. Os maiores exemplos são vistos em livros de fantasia medieval onde quase todos sofreram influência do “Senhor dos Anéis”. O mais curioso é que o próprio Tolkien sofreu influências do cenário da primeira guerra mundial que presenciou, da mitologia, principalmente nórdica, e da religião.

Uma solução encontrada para aqueles que não têm interesse em criar suas próprias obras, mas em enriquecer as já existentes são as fanfics “fan fiction”. Trata-se de contos ou romances escritos por pessoas não ligadas a série original, mas que com seus conhecimentos criam histórias muito interessantes e que ultimamente vem ganhando espaço em blogs e até em sites especializados no assunto.

O que é recomendado a qualquer autor no começo de sua jornada é fazer uma extensa pesquisa sobre o que ele estará escrevendo. Se for sobre algum gênero específico como vampiro, anjos ou até mesmo bruxos o cuidado é redobrado, pois a cada dia temos mais histórias sobre esses seres, e quanto mais originais elas forem mais adeptos elas terão.

A influência é algo que sempre existirá e é vista como uma homenagem a aquele/aquela que conseguiu trazer inspiração a novos autores. Muitos livros quando são lidos tem seu estilo percebido pelos leitores que vêem ali uma influência de algum outro autor, mas sabem reconhecer a originalidade de sua criação. O exemplo mais recente que vemos é o do Percy Jackson e os Olimpianos. Para todos aqueles que começam a ler o primeiro volume pode-se perceber a influência do autor nos livros de J. K. Rowling, porém é inegável que o autor tem o seu estilo e maneira de lidar com suas próprias situações e a maneira pela qual ele tratou a mitologia foi extremamente original trazendo um assunto complexo e misterioso a todas as idades, até mesmo crianças.

Sendo assim nós como leitores temos que ter muito cuidado antes de estereotipar uma obra só por que reconheceu ali um elemento utilizado numa criação anterior. Mas também nós como escritores precisamos estar sempre antenados com tudo. O mundo se globaliza em uma velocidade cada vez maior e aqueles que não se atualizarem e surpreenderem serão passados para trás.


E aí o que acham?

Deixem sua opinião e vamos juntos debater sobre esse assunto!!!


E na próxima semana teremos mais dicas aos nossos novos escritores!!

Um grande abraço e até a próxima!

L. S. Schulai.





8 comentários:

  1. Olá, Leandro.

    O limite entre influência e cópia me parece um pouco tênue. Vai depender muito do respeito do autor em relação à história contada, ou seja, aquilo que se encaixa perfeitamente e convence o leitor, fazendo com que este não perceba aquilo como plágio. Às vezes vemos situações em livros forçadas, que se utilizam, por exemplo, do cinema e não ajudam muito a história, sendo dispensáveis na maioria das vezes. É um debate longo e cabe a cada autor ter certa obsessão em relação a isto para não cair numa cópia involuntária. É um exercício difícil, mas não impossível. Parabéns pelo texto e por levantar este debate importante para a literatura no geral.

    Abração!

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  2. Muito legal o post!!

    beijoos =D

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  3. Bom, posso dizer que não tive nenhuma influência nos livros de Tolkien etc.

    Apenas estudei e percebi que para se criar algo inovador, faça o contrário do que já existe.

    É fácil de discernir isso. Se sabemos que ela está presente no mundo, é fácil de criar e ter algo inovador.

    Isso não só acontece nos livros, mas também nos filmes. Este ano, os diretores querem mais é tornar os livro em filmes, pois a inovação é difícil. O diretor para criar um filme com roteiro mesmo sendo bom, ele terá um risco te filmar o tal.

    Por isso que eles estão pegando sucessos da leitura e os tornando visual. A tendência é essa, e a criatividade não acaba e sim, o desgaste dela... Quero dizer, cada vez que o tempo passa, a criatividade será pouca, mas quando vem ela, terá um grande impacto no público.

    As empresas de séries de Tv, pensam muito nisso. O que eles podem agora, adicionar algo que possa entrar no lugar da série Lost?

    Ótima matéria, Leandro.

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  4. Post bem legal, mas não podemos ignorar as coincidências, pois são varias pessoas escrevendo ao mesmo tempo, creio eu que existem grandes possibilidades de existir duas obras parecidas, sem os autores conhecer uma a outra.

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  5. Olha...Isso é meio complicado...Hoje em Dia nada é original,Mas nem tudo se copia. Hoje as pessoas adotam os Engenhos de hoje em Dia e misturam os Dois para Criar algo Híbrido e Original,Mas não Criado do Zero ou do Nada.

    Não se culpa uma Pessoa por Copiar algo que Você Criou,Porque você criou isso de algo também...Se for Totalmente Igual é Diferente e quase Impossível.

    Então Vamos Indo e sempre...Registre oque você criou,mesmo que seja algo Simples =D.

    Belo Post Leandro...Tamos ai esperando o Livro!!

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